Aplicando efeitos legais nas fotos
21:23 em Achei !!!, Foto, Imagens por patybia
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abraços
Patybia
equipe Rau-Tu
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abraços
Patybia
equipe Rau-Tu
20:07 em Dicas, Dicas de Fotografia por patybia
Toda vez que uma foto saía do meu computador, a última coisa que eu fazia era aplicar um filtro no Photoshop chamado Add Noise – ou seja, adicionar ruído. Isso quer dizer, basicamente, que a qualidade excessiva estava me incomodando, ou que era preciso adicionar uma certa imperfeição ao resultado final. Pois, hoje, uma das maiores críticas à foto digital é justamente que ela reproduz uma certa atmosfera asséptica e límpida demais da imagem. Torna-se algo tão perfeito que é quase artificial. Por essa razão, muitos fotógrafos continuam clicando com filme, não pela qualidade e tamanho final do arquivo, mas sim pela textura e granulação impossíveis de se conseguir no arquivo digital puro.
Voltando em alguns casos históricos, isso sempre aconteceu. Mesmo antes da era digital, sempre existiu uma maneira de embaçar ou de sujar a imagem hiperrealista associada à fotografia profissional. A Polaroid é um caso clássico: a estética presente naquele quadradinho cercado pela moldura branca – como vemos nas fotos acima – talvez seja mais forte do que sua revelação instantânea.
Outros exemplos importantes são as câmeras Lomo e Holga. Sobre a primeira existe um documentário, disponível no You Tube em sete episódios, que muito recomendo ( http://www.youtube.com/watch?v=Pd-fufbjeo0). Já a Holga custa apenas U$ 40 e já vem em várias cores e kits diferentes. Com estas duas câmeras, além de não se controlar nenhum parâmetro, o resultado é absolutamente randômico, ou seja, aleatório, e nenhuma foto é igual à outra. Não tem como ignorar a força criativa dessas pequenas câmeras plásticas.
Recentemente a Polaroid parou de fabricar todos os seus filmes e entrou na lei de proteção a falências americanas. Todas as tentativas de permanecer no mercado ignoraram o bem que a Polaroid tinha de mais importante, sua estética. Primeiro foram lançadas câmeras digitais convencionais, depois impressoras portáteis que se conectam a câmeras de outros fabricantes. Mas nada comparado a uma tradicional foto Polaroid.
Deu no que deu! Recentemente a empresa foi comprada pelo fundo Patriarch Partners, com a esperança de reposicioná-la como líder no mercado. Eles estão lançando uma câmera digital com impressão instantânea, a Polaroid PoGo, evolução da impressora portátil. Vamos esperar para ver… Chega ao mercado em junho.
Como a indústria do software está a anos-luz do hardware, já existem no mercado softwares capazes de emular filmes e algumas dessas estéticas vintage. A maioria destes programas funciona como plugins do Photoshop. O mais conhecido chama-se Exposure 2 da Alien Skin, e nele existe a possibilidade se emular filmes P&B, cor, infravermelho, polaroid e processos clássicos como daguerreótipo. Estou usando muito o Color Effex Pro 3.0 da Nik Software, que faz o mesmo e mais um pouco do que o outro, com alguns presets editáveis. Existe também o DFX V2, um software sensacional da Tiffen, fabricante de filtros. Todos estes fabricantes têm sites com vídeos e tutoriais bem simples. Soube que até para Iphone dá para baixar aplicativos que dão um aspecto tosco para a imagem, embora acho que, neste caso, nem é preciso.
Resumo da ópera: hoje, nada mais sai do meu computador sem passar por estes plugins. Eles mudaram toda a forma de fazer o tratamento das minhas fotos, além de me proporcionarem uma nostalgia estética muito bem-vinda. No entanto, bom lembrar que não é a mesma coisa do que ficar se abanando com uma polaroid até a imagem ir surgindo na sua frente.
FÁBIO SEIXO (fabioseixo@gmail.com) é fotógrafo profissional há 15 anos
Texto copiado do Caderno Digital – O Globo de 27 de abril de 2009
Abraços, Patybia